O Manchester United está enfrentando um momento complexo em sua situação financeira, o que levou o clube a planejar uma nova série de demissões entre seus funcionários. Desde que Jim Ratcliffe adquiriu 27,7% das ações do clube por £ 1,3 bilhão em dezembro de 2023, medidas drásticas têm sido tomadas para reequilibrar as finanças de Old Trafford.
Segundo informações do jornal inglês The Sun, entre 100 e 200 funcionários devem ser desligados nessa nova rodada de cortes. Nenhuma área do clube escapará dessa reestruturação, que tem como objetivo reduzir gastos e otimizar a operação interna.
Essa não é a primeira vez que o Manchester United toma medidas enérgicas para controlar despesas. No final de 2024, o clube já havia demitido 250 colaboradores, buscando economizar cerca de £ 45 milhões (aproximadamente R$ 330 milhões). Inclusive, naquela ocasião, até mesmo Alex Ferguson, lendário ex-técnico e ídolo do clube, perdeu sua posição de embaixador.
Nos últimos três anos, os Red Devils acumularam um prejuízo de £ 300 milhões. Apesar do aporte da INEOS, empresa multinacional do ramo petroquímico liderada por Ratcliffe, a situação financeira do clube permanece desafiadora a longo prazo. De acordo com o periódico britânico, a diretoria está explorando todas as possibilidades para diminuir custos e aumentar a receita.
No âmbito esportivo, o Manchester United também encara obstáculos. Durante a janela de transferências do inverno europeu, o clube optou por negociações mais contidas, acertando os empréstimos de quatro jogadores, incluindo o brasileiro Antony e o atacante Marcus Rashford, que está afastado após um desentendimento com o treinador Erik ten Hag. A única aquisição foi o lateral-esquerdo Patrick Dorgu, contratado do Lecce por € 30 milhões (cerca de R$ 178,7 milhões).
Na Premier League, o United ocupa a 13ª posição, com apenas 29 pontos em 24 rodadas. Apesar disso, ainda há expectativas de conquistas nesta temporada, já que a equipe segue na Europa League e na Copa da Inglaterra.